Raiz de Amargura e Esterilidade

 

Mensagem ministrada em 31 de julho de 2005


TEXTO BASE: (2º Samuel 6.23) “Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte”.

INTRODUÇÃO: Mical, filha de Saul e mulher de Davi, é um ícone bíblico de alguém que fracassou na vida emocional e, como conseqüência disto, sua vida terminou em frustração e esterilidade. A sentença do texto que lemos é mais do que o registro de uma fatalidade. Esta mulher morreu estéril porque esta foi, de alguma maneira, a sua escolha. Sua improdutividade ia além do aspecto físico. Sua vida tornou-se em sequidão de estio e a partir de determinado momento, ela não conseguia apresentar mais do que mal humor, crítica e frieza de coração.

1. CORAÇÃO AMARGURADO: Quando lemos o capítulo 6 de 2º Samuel, podemos ter uma idéia de sua postura, embora ela conhecesse a Deus. No versículo 16, encontramos o seguinte relato: “Ao entrar a Arca do Senhor na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração”. Isto resume bem o estado de alma em que esta mulher vivia. Havia um avivamento em Judá. O povo celebrava o retorno da Arca da Aliança nas ruas, mas Mical observa tudo de longe, da janela de sua frieza e rebeldia. Estava lá, cheia de crítica, desprezando Davi em seu coração. Depois, quando seu marido chega em casa, ela o chama de “sem vergonha” e “vadio”: “Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!” (2º Samuel 6.20). Isso foi uma demonstração do nível extremo de inadequação aos princípios eternos. Quando lemos que ela terminou a vida estéril, devemos compreender isto como uma conseqüência do estado de alma a que Mical se permitiu chegar: Não era uma fatalidade. Era um fruto! E existem muitas pessoas que vivem assim hoje. Não conseguem frutificar, prosperar, multiplicar, levar avante projeto algum. Tornaram-se estéreis e algumas estão a ponto de abandonar tudo, se ainda não o fizeram. Por que? Qual o motivo de tamanho fracasso, e até mesmo na história de gente que conhece ao Senhor?

2. PROBLEMAS EMOCIONAIS: A esterilidade (não me refiro ao aspecto físico, mas a uma “amarração” na vida de muitas pessoas) quase sempre tem uma fonte emocional. No caso de Mical, sua frieza, apatia espiritual e rebeldia tão explícitas, nasciam de uma raiz de amargura. Sua esterilidade era só o fruto final desta raiz. Ela tinha motivos para chegar ao estado em que chegou. Se fizermos uma análise de sua história, perceberemos que esta mulher sofreu muito e não soube lidar com suas decepções, não as tratou debaixo da graça de Deus. Mical foi usada por seu pai como uma “isca” para acabar com Davi. Saul praticamente a vendeu. Depois de casada, o homem a quem ela amava a abandonou, a tal ponto de que acabou sendo dada a outro. Enquanto isto, em sua fuga, Davi colecionava outras mulheres. Quando Mical estava começando a reconstruir sua vida, agora com Paltiel, seu pai morre e Davi assume o trono de Judá. E qual foi a primeira atitude de Davi? Mandar trazê-la à força para ser sua mulher, não mais a única, mas uma entre várias outras.

3. UMA COISA É TER MOTIVOS, OUTRA É TER RAZÃO: Convenhamos, Mical tinha muitos motivos para ser incrédula, fria e rebelde. Uma raiz de amargura havia crescido em seu coração e agora os seus frutos estavam evidentes. Porém, diante de Deus, uma coisa é ter motivos e outra completamente diferente é ter razão. A Bíblia nos diz: “Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados” (Hebreus 12.15). Note: uma raiz de amargura tem o poder de nos perturbar e de contaminar a outros, mas esta raiz de amargura opera quando nos privamos da graça de Deus. Quando digo que Mical tinha motivos, mas não tinha razão para viver debaixo da maldição, da esterilidade e da frustração, me baseio no fato de que a graça de Deus poderia libertá-la, curá-la e fazê-la andar em novidade de vida. Entretanto, ela (como muitos hoje) preferiu viver “lambendo suas feridas”, ao invés de levá-las ao altar do Senhor.

CONCLUSÃO: Não sei como está a sua vida, mas imagino que você já tenha sofrido muitas feridas. É provável que muitas decepções já tenham lhe machucado. E o que você vai fazer com elas? Vai cultivá-las como uma raiz que gera frieza, apatia, rebelião e esterilidade ou levá-las a Deus para que Ele as arranque e libere sua vida para a frutificação? A escolha é sua.

Se neste momento, você escolher levar suas feridas a Deus, tudo começa recebendo Jesus Cristo em seu coração. Aceite a Jesus, e Ele te conduzirá a Deus para que suas feridas sejam arrancadas e tratadas, e você comece a ter uma vida de frutificação e prosperidade.  Se a sua resposta for positiva em aceitar a Jesus como Senhor de sua vida, entre em contato conosco. Fale de sua de decisão, e faça seu pedido de oração: {Clique aqui}


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